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Leve, complexa, sozinha, gentil. Sentimentos em demasia que me consomem e me fazem ser quem sou. Olhares incompreendidos e soltos como águias, que voam livres e escondidos ao mesmo tempo. Ciúmes devastadores, capazes de destruir tudo rapidamente. Sorrisos tímidos e suspiros agoniantes. Distância. Saudade. Um vazio que não se preenche com doces e caramelos. Abraços aconchegantes e palavras vivas. Eternos clichês de uma alma que não sabe amar pouco. Intensidade. Loucura e dever. Sensibilidade, arte, esporte. Misturas e mundos mágicos. Realidade que amarga. Pés no chão e sonhos de amor. Rotina, quietude, músicas. Sinceridade e carinho. Coragem que leva ao perigo. Cerveja, cigarros proíbidos e sangue. Vazio. Busca pela garota dos meus sonhos. Quilômetros que me impedem. Amor que me traz coragem. Silêncio de quem já sofreu e prefere ver a vida quieta. Pontos de vista. Verdade. Amor. Minha Maryele. Smurf, minha família. Minha cama e meus lápis de colorir. Escrever com a alma. Meus textos. Paredes e medos internos. Seguir respirando. Ficar de pé quando tudo que quero é me deixar cair. E cair, e cair, e cair. Machucar. Doer. Chorar. Pedir cuidados que quase ninguém consegue dar. Saber da minha solidão. Encarar isso como mulher madura. Menina. Uma alma que encanta, mas que traz uma profundidade que assusta. Pra poucos. Do tudo e do nada eu sou feita. Pedaços que restaram e pedaços novinhos. Eu mesma, Laís Viana.
Sim, Senhorita...
Muito prazer, Laís Viana, 19 anos, Belo Horizonte, UFMG.
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Fazem meses que não te vejo, ‘que não falo com você’. Não sei se você está bem, se está estudando, se está gostando de outro alguém ou se às vezes ainda sonha comigo. Nada mais sei sobre você, além do que sobrou. Recentemente vi umas fotos suas, o corte de cabelo ainda era o mesmo, o físico, o estilo de roupas. Mas tinha algo diferente, eu sei que tinha, porém, como eu poderia explicar? Era algo no seu olhar castanho escuro, como se faltasse algo por dentro de você. Era o formato dos traços do seu sorriso, como se tivesse perdido um pedaço de você… Então lembrei, talvez o que faltava, era o pedaço de você que eu levei comigo, e não consegui te devolver.
Caio Fernando Abreu (via casinoboulevard)

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É importante que você saiba que eu não quis ser somente isso. “Saudade”, quem quer ser apenas saudade? Dos meus planos para nós, havia muito mais reservado. Mas saudade, meu girassol? Quem é que sobrevive de saudade?
— Camila Costa. (via camilacosta)

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Sentei-me naquele banco da estação de trem abandonada, e me vi completamente perdido. Senti um desespero correr por minhas veias e uma vontade de chorar, fugir, me petrificar. Algo que estancasse essa sensação corrosiva. Eu e minha mala - não sei o que eu tinha na cabeça. Como fui parar ali, se afinal é um lugar desativado e deserto? Deitei-me então, e encolhi-me como uma criança perdida. Não havia ninguém a minha espera. Não havia um destino a se chegar. Não havia nada mais. Coloquei meus fones de ouvido e uma música bem fúnebre, e senti a podridão da minha alma sem ela. Talvez eu quisesse muito voltar pra onde havia alguém por mim, por mais distante que fosse. Por mais gelado que fosse. Porque era meu lugar. E agora eu me limito à minha raiva e meu vazio. Ela devia vir me buscar… Se soubesse que sinto mais frio aqui do que em qualquer lugar, talvez não me deixasse mais abandonado, como essa velha e esquecida estação. 

Laís Viana

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Se você estiver lendo.. eu te amo.


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